quinta-feira, 3 de agosto de 2023

POR QUE SE SEPARAR DÓI TANTO?


Na estrada da vida, às vezes existem encruzilhadas que nos levam para caminhos inesperados.
Assim aconteceu com Sofia e João, um casal cujo amor brilhava como o sol nascente. Suas risadas eram melodias e suas mãos, entrelaçadas, pareciam inseparáveis e eram reconhecidos como o casal modelo entre os amigos. No entanto, um dia, o inevitável aconteceu. Eles se separaram, deixando para trás um eco de perguntas e uma dor que parecia ter cortado fundo.

Mas por que se separar dói tanto? A resposta está em nossa busca constante por experiências que moldam nossas jornadas individuais. Quando se conheceram, eles amavam viajar, saiam muito pra dançar, passavam horas batendo papo em botecos com os amigos. Viveram assim muitas décadas. A vida era uma grande festa leve e divertida. Criaram uma identidade de cumplicidade e carinho que despertavam a admiração dos conhecidos.

Contudo, após um acidente traumático, Sofia começou a buscar aventuras e explorar novos horizontes. "Quase morri e vi que ainda tinha muita coisa para viver". Durante algum tempo, João realizou com ela parte dessas aventuras. Com o passar do tempo, ele percebeu que essa "correria" já não fazia muito sentido. O que ele queria era estabilidade de um lar tranquilo e de passeios programáveis. Seus corações, uma vez alinhados como estrelas no céu, agora se inclinavam para direções diferentes. O que no começo parecia apenas diferença de vontade, passou a ser um grande descompasso entre as vidas.

Era como se ambos estivessem em um mesmo barco, vendo paisagens distintas. O que um via como uma ilha paradisíaca, o outro enxergava como um desafio emocionante. Suas paixões eram verdadeiras, mas suas ânsias divergentes os puxavam para além das margens do amor que conheciam. E, a convivência se tornou impossível.

João sentia uma dor no meio do peito. Era como se tivessem arrancado o seu coração com a mão. Era como uma ferida aberta que causava até falta de ar e por vezes, achava que iria morrer. Ele ainda não entendia, mas essa ferida continha uma lição profunda. A busca que ela realizava por experiências diferentes o ensinaria sobre a riqueza da individualidade e a importância de crescer como seres humanos únicos. Foi um chamado para explorar os próprios desejos, sonhos e anseios, mesmo que isso signifique se afastar do que conheciam.

No entanto, a história de Sofia e João não termina com a separação. Na verdade, esse foi o começo de uma jornada de autodescoberta e cura. Ele foi percebendo, aos poucos, que a chave para superar a dor estava na compreensão mútua de suas aspirações pessoais. Afinal, ninguém tem as mesmas experiências. E, por isso, os desejos são diferentes. É parte da individualidade.

A dor da separação, embora intensa, trouxe consigo uma oportunidade de aplicar o que ele sempre dizia: "te amo infinito". Ou seja, amar incondicionalmente, mesmo que ela precise viver experiências longe de mim e com outras pessoas. Foi a chance de acompanhar e apoiar as escolhas de quem ele ama, mesmo que essas escolhas os separassem. Afinal, o amor verdadeiro não é apenas sobre estar juntos, mas também sobre permitir que cada um floresça na direção que seu coração os guia.

E João aprendeu que ele não é "dono" dela, nem de nada. Percebeu que essa "neutralidade", fez entender isso. Que eles compartilharam aprendizados enquanto existia troca. Quando a troca acaba, o relacionamento deixa de ter sentido. Mas isso não é condicionamento para um amor verdadeiro. E então, passou a ver o quanto isso é lindo e libertador: podemos aprender juntos e entender que depois, podemos continuar amando, sem limitar ninguém.

A história de Sofia e João nos lembra que, embora a separação doa profundamente, é uma parte essencial de nossa jornada emocional. Aprender a aceitar e compreender a diferença nas aspirações de quem amamos pode ser a chave para transformar a dor da separação em uma jornada de crescimento, cura e amor verdadeiro e duradouro. A dor existe sim e é verdadeira, mas cabe somente a nós, que a sentimos, transformar essa dor em aprendizado e subir mais um degrau no autoconhecimento.

quarta-feira, 19 de junho de 2019

SUA VIDA É COMO VOCÊ DESEJA?




Vejo tantas pessoas infelizes e tristes que foi impossível ignorar esse pensamento: o que está acontecendo? 
Não existe uma resposta direta para isso, mas é fato que algo está fora do lugar. Por que tantas pessoas se sentem sozinhos num mundo cheio de pessoas, ou tristes com tantas coisas disponíveis para diversão e contemplação, ou sem saber o sentido da vida? 
Vivemos num mundo cheio de opções, de situações e de coisas que respondem ao que a gente faz. Tudo é resposta das nossas ações. Nós decidimos se vamos ou não, se queremos ou não, se mudamos ou não.
Então, nada mais claro do que analisar o que andamos fazendo e a partir daí, ver como fazer pra chegar onde gostaríamos. A questão é que quase sempre isso não é claro o suficiente para fazer. Afinal, por onde começar? 

Algumas pessoas se sentem paralisadas. Sem rumo, sem vontade, sem saber de nada. E é aí que mora o segredo. Somos uma bateria elétrica, isso não é segredo e como tal, recebemos e doamos energia para o universo. Contudo, não nos importamos com isso, nem sequer pensamos nisso. Só que o universo se importa. Ele lê isso, porque essa é a língua dele. Tudo é movido pelas leis da física. TUDO. Não temos como fugir disso. O princípio primordial da existência das coisas é pela construção dos átomos e é indiscutível. E eles se movimentam, gerando a energia específica para cada coisa. 
Tudo tem uma identidade energética. Isso não é opinião, nem um “acho”, é um fato conhecido e ensinado para todo mundo que frequenta as aulas de física que são oferecidas em qualquer escola.
Se sabemos disso, por que não nos importamos com essa informação ao ponto de deixar nossa bateria descarregar ou receber energias que não nos favorecem ou mesmo desperdiçar energia, sendo que essa bateria (nosso corpo) tem data de validade? 
Pois bem... a dica é observar como anda usando sua bateria. Quais as energias que recebe e quais as que doa. Receber boas energias é fundamental para que sua bateria (seu corpo) funcione bem. E, escolher a melhor forma de doar também, porque a energia que doa, vai puxar a energia que vc precisa e merece receber, é uma troca. É um processo físico, não holístico ou religioso. Precisamos aceitar que somos feitos de matéria energética. Isso facilita a nossa vida em vários aspectos. 
A consciência disso faz a gente tender a fazer coisas que sejam melhores, porque assim produziremos e doaremos boas energias. Isso parte do pensamento e chega nas ações. Pensar faz parte do processo e cria energia e emite o sinal. Sentir verdadeiramente, abre o campo pra receber a energia que vc pensou e propagou, criando então a sua realidade. Talvez pensando nessa linha, as dúvidas possam receber pistas mais claras e, quem sabe, ajudar a identificar a realidade que se gostaria de viver. Comenta aqui. Me conta sua opinião sobre isso. 

imagem: Imagem de Pete Linforth por Pixabay

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

PARADOXO SOCIAL BRASILEIRO



Acho dolorido demais o paradoxo que estamos vivendo no Brasil: de um lado, a situação econômica e política que destroça as pequenas possibilidades do povo ter uma vida com o mínimo de dignidade, que passa necessidades dos direitos básicos que são assegurados pela Constituição Federal e que há muitos anos não são atendidas, gerando uma “sobrevida” com fome, frio, falta de educação e insalubridade. Do outro lado sua necessidade de “celebrar” a vida. Brasileiro é festeiro sim! É um povo alegre, de natureza extrovertida e que além de não reclamar de quase nada, é adaptável. Isso é lindo. Mas, até que ponto essa “característica” não é fruto dos antolhos que foram colocados nos brasileiros a partir do momento em que desestruturaram a educação brasileira. A indústria da Endorfina (hormônio que gera alegria) é a que mais cresce no país. Vemos festas, shows, eventos pra todo lado. Não entendo como, numa crise dessas, as pessoas gastam dinheiro com isso, sinceramente. Parece que ninguém tem problema financeiro. Acho interessante, porque a inadimplência vem fechando as portas de muitos negócios por ai. Estamos numa situação em que não cabe comemoração, infelizmente. Não tem o que comemorar... “ah, vamos comemorar a vida!” Neste momento, isto é tão somente um ato hedonista, individualista e completamente alienado. É isso que eles querem: que a gente beba, que a gente sorria e que nada cause tanto sofrimento que gere uma reviravolta nesse país. Querem todos passivos e adormecidos nas suas conchinhas, mas o que precisamos é mostrar nossa indignação! Não sou contra laser, de jeito algum, mas é preciso discernimento. Estamos à beira de um colapso econômico, com empregos em queda, num caminho perigoso, guiados por quem está muito seguro e sem a preocupação sobre o caminho que leva todo mundo, mas o povo não percebe isso. E continua desfrutando do pão e circo.  Quem tem uma vida razoável não sente nada por aquele que tem uma vida miserável. Quem não passa pelas atrocidades causadas pela gestão pública, não sente nada. E por ai vai, isso é muito triste. Convido você a pensar um pouco nessas coisas. Pense se você estivesse passando por algum problema desses, como se sentiria? O sentimento é de desolamento e abandono. Porque, quase ninguém se preocupa com você do jeito que deveria se preocupar. A coletividade está fora de moda. Ainda há tempo de nos sintonizarmos com essas “feridas” e buscar ajuda um do outro, para que, realmente, juntos consigamos. E só será possível assim. Está na hora de parar de bancar @ desentendid@ e perceber o universo ao nosso redor, afinal, ele não gira em torno do nosso umbigo.

terça-feira, 17 de novembro de 2015

GANHAR OU CONQUISTAR?

Estava aqui pensando... ou está tudo muito distorcido e errado ou estou perdendo a noção da realidade. Deixa eu ser mais exata: me dei conta de que em vários programas de tv, existem quadros que oferecem premiações para participantes. Pode ser uma viagem, dinheiro, carro ou outras coisas. Fiquei pensando na mensagem subliminar ou inconsciente que esses quadros passam... Não sou nenhuma expert em educação, nem em neurolinguística ou nada similar, mas pra mim não parece muito bom alguém receber qualquer prêmio por executar uma “prova” que não requer qualquer tipo de “perícia”... assim: “vocês vão ganhar uma viagem com tudo pago se conseguirem recolher 1000 botões de camisa em 1h!!" Isso me passa a ideia de que essa premiação diz pra quem recebeu, que a sorte fala mais alto que o esforço de se qualificar e achar uma boa posição de trabalho que possibilite essas conquistas através do trabalho, além de criar uma identidade filantrópica que, neste caso, não é real. Fico impressionada com a força que a mídia de massa tem. Por mais que a gente avise, aconselhe e mostre, a pessoa não consegue perceber que as mensagens que esses programas passam, fazem elas entrarem dentro de uma caixinha junto com tantos milhões de pessoas, que passarão a agir como marionetes, consumindo, se comportando e desejando o que eles querem que você consuma, faça e deseje. São campanhas gigantes e longas sobre celebridades, que pouco fazem ou beneficiam a sociedade em detrimento de cientistas que desenvolvem curas, educadores que promovem o desenvolvimento e manutenção das profissões, médicos que salvam vidas, bombeiros que socorrem o impensável ou até mesmo, desmerecendo artistas valorosos, que contribuem efetivamente com sua arte, seja música, atuação, escultura, pintura, cinema e todas as outras. Modinhas lançadas, comportamentos viralizados e “normalizados”, novas necessidades criadas única e exclusivamente para criar consumo. Criam padrões “glamurizados”, praticamente inalcançáveis, onde a cultura do que é caro que é bom, estratificou nossa sociedade entre os que podem comprar e os que não podem. Usam a fragilidade do emocional coletivo brasileiro para vender o que eles querem, quase na base duma “hipnose pseudo moderna” que faz a população sentir-se subconscientemente incapaz de conquistar tudo aquilo. Eis que surgem os grandes HERÓIS brasileiros, que oferecem “migalhas que não matarão a fome e ainda podem prejudicar o resto da vida da pessoa por ter conhecido o sabor daquilo que não pode comprar”, fazendo essa pessoa ainda agradecer em nome de DEUS àquele que “deu” aquela prova de bem ou chance para aquela criatura. Mas ele não sabe como vai fazer pra conseguir ter outra vez aquilo... Ou como ele vai manter o bem que ganhou. São poucos os quadros que efetivamente ajudam o próximo e mudam realmente sua vida. Geram uma sociedade que torce pro filho tentar ser jogador de futebol, mesmo que, (num cálculo bem supositório, sejam 100 times nacionais, com 50 atletas dos sonhos e financiados, que o salário médio seja R$500mil/mês) sejam apenas 5.000 pessoas numa população de 200milhões de habitantes, isso dá 0,0025% ou seja, uma a cada 400 pessoas!! Imaginem a quantidade de médicos, professores, enfermeiros, bombeiros, bancários, empreendedores... Qual das duas opções pode mesmo mudar a sua vida? Aquela que eles criaram na nossa cabeça ou aquela que efetivamente está ao nosso alcance? A grande maioria dos “pobres” sonha em ser jogador ou artista, encorpando o grupo de iludidos pela vida e dependentes de “favores”. Os podres poderosos querem que todos nós fiquemos assim: inertes, passivos, moribundos, pobres, ignorantes, desqualificados, subempregados e dependentes dos favores desses mesmos podres poderosos. ACORDA GENTE!! Se você deseja uma mudança na vida, inicialmente se qualifique, estude. Se você se qualificar, mas se qualificar de verdade, o que significa saber usar as informações técnicas que você obteve, a chance de conseguir um bom trabalho é muito grande, o que vai te oferecer um bom salário, que compra o que você precisa, com dignidade. Porque é mais fácil ganhar as coisas de alguém? Você acha que quem pode te dar alguma coisa, ganha algo de alguém? Improvável, porque quem quer poder pra decidir, normalmente não gosta nem pode depender. Pense nisso!!

terça-feira, 7 de abril de 2015

O SEU PAPEL NA VIOLÊNCIA DO DIA A DIA

Reclamamos da violência do dia a dia, das notícias desagradáveis, das pessoas desonestas, dos preconceitos, das incompreensões das nossas necessidades, da falta de paciência dos outros, dos maus atendimentos que recebemos, do desamor nos relacionamentos, das amizades que desapontam, a família castradora e de tantas outras querências, mas não percebemos que a cada dia, alimentamos essa realidade brutal com nossas atitudes . Você acha que não? Então acompanha comigo: quando você está com problemas, você permanece paciente? Seus problemas amorosos, são todos responsabilidade do outro? Seus amigos que te decepcionaram, você os conhecia bem ou criou expectativas que eles são incapazes de suprir? Já parou pra pensar que atualmente todo mundo está preocupado em viver A PRÓPRIA vida? Não está entendendo o que uma coisa tem a ver com a outra? Bom... se você está preocupado em passar num concurso, conseguir promoção, comprar um carro novo, trocar a mobília da sua casa, fazer aquela viagem que você está sonhando há tempos, e tantas outras coisas da sua vida que mal sobra tempo pra você perceber o seu dia, qual o tempo que você tem pra se preocupar ou despender energia para as necessidades do outro? E quando você fura filas ou sonega impostos? Qual a “mão” que você dá pro seu amigo que está atolado com trabalhos da faculdade? Pra sua mãe que precisa ir ao médico, pro seu colega de trabalho que ainda não terminou a última demanda? Pro seu vizinho que não consegue achar uma auxiliar do lar ou para aquela criança que precisa de comida e mora em orfanato e tantas outras situações que passam batido sobre os olhos desatentos dos individualistas – egoístas. Estamos menos disponíveis e queremos sedentamente encontrar pessoas que assim sejam e realizem todas as nossas vontades. É lógico que elas existem, mas se a cada dia a percepção da individualidade cresce e arrebanha adeptos, é óbvio que as pessoas disponíveis estão “pari passu” menos presentes. É necessário assumirmos que, pra mudarmos o coletivo, precisamos mudar o individuo, afinal o coletivo é o conjunto dos indivíduos. Então, façamos a nossa parte: ajude, escute, pense, coloque-se no lugar do outro, tolere, seja indulgente, não humilhe, oriente, seja gentil. Certamente, aos poucos, o dia a dia mudará. O que você acha?

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

FELIZ ANO NOVO!!

Ano novo, vida nova... Será mesmo? Estamos dispostos a deixar pra trás todos aqueles velhos hábitos que repetimos anos a fio? Aqueles que nos prejudicam, mas que fazemos mesmo assim? E aqueles que fazemos e não entendemos porque e logo depois, nos arrependemos. O que torna tão difícil o abandono de maus hábitos? Talvez a relação entre o prazer, mesmo que temporário ou de curtíssimo prazo, seja maior do que a manutenção de uma vida sadia. Será que isso sugere alguma debilidade psicológica/moral? Até que ponto o “permitir-se” não sinaliza alguma falha nesse sentido, se é que ela existe? Até que ponto uma vida sem transgressões é capaz de manter o brilho dos olhos de um reles mortal? Questões interessantes que me ponho a pensar, apropriadamente nesse início de ano... Fato é que no ano que acabou, consegui realizar alguns dos itens que me dispus a fazer. Outros não. Desses, alguns, já nem sei se quero realizá-los, outros definitivamente não mais. Mas, acho que é assim que se dialoga com o futuro, planejando, analisando o que deu certo, o que ainda combina com seu pensamento, com seu sonho, com seus desejos, com a vida que você quer pra você.  É claro que é uma ótima oportunidade pra perceber também, o quão longe você está dos planos que você fez... Fato é que, pra quem sabe aonde quer chegar, planejamento é sempre importante e indispensável. Mas, você tem que ter uma memória muito boa pra lembrar de tudo sem escrever... Então a sugestão é, faça uma lista de tudo o que você gostaria de realizar este ano. Depois, reveja a lista, seja coerente e racional e coloque a lista em ordem de prioridade, levando em consideração o tempo e a real possibilidade de execução, ou seja, o grau de dificuldade de realizar aquela demanda, assim no final do ano você poderá fazer essa análise que eu to fazendo. Isso me ajuda muito, sempre. Realinha a idéia do contexto da minha vida, o que ando fazendo, como ando gastando meu tempo e dinheiro, entre outras coisas e fazer a análise paralela pra ver se tudo o que fiz me deixou mais feliz ou não. Acho bacana fazer isso e pensar sobre essas coisas e você?

sábado, 5 de outubro de 2013

A SOBERBA AUTÊNTICA PARA UM GOVERNO DE FÉ

Realmente, cada dia que passa eu acho que a ciência e a religião se aproximam. Fico encantada com alguns programas apresentados no History Channel, que infelizmente é um canal fechado. Esses dias eu estava assistindo uma matéria que falava sobre o comportamento atual da sociedade e traçando um cruzamento com uma característica que, a princípio entendemos como religiosa: a soberba. Contudo, em Yale, uma das melhores faculdades do planeta, cientistas descobriram que essa característica pode estar em nosso DNA e sugerem que talvez, todos os seres humanos estejam “infectados” dela, pois descobriram que os macacos têm genes que definem comportamentos soberbos, fazendo-os supervalorizarem o que se tem, o chamado efeito da dotação (percebeu alguma semelhança?), tornando-os orgulhosos do que possuem. Enquanto a religião culpa o “diabo”, a ciência chega cada dia mais perto de respostas claras. A soberba apresenta, de acordo com os estudiosos, duas fases: a soberba autêntica e a soberba obrística. Na primeira ela desperta um sentimento positivo, de busca e de felicidade. Vem da retidão e da constante crença no positivismo, em energias revigorantes dispensadas pelo onipresente. Poderíamos dizer que é a soberba da fé. Aquela que não agride ou diminui ninguém, vem de dentro e é utilizada para a própria pessoa. Conforta e equilibra. A outra vem do orgulho de segregação, de superação de um sobre o outro. Dissipa energia, constrói concorrência insalubre, instala a inveja e um séquito de outras ações menos virtuosas ou como alguns falam: vários outros pecados. Desperta o sentimento de posse. Na atualidade, a soberba obrística chega a ser glamourosa, construindo uma imagem desejada por muitas pessoas. Usam a beleza como elemento de segregação comercial, populacional, romântica e cultural. Alguns, mais gravemente infectados, acreditam que ela, a beleza, é indispensável para se obter boas condições de vida e de procriação. E, como acaba sendo o comportamento da maioria, acaba sendo o comportamento comum. Então, chega a ciência, de mansinho, pra cooperar com a orientação e reestruturação social, descobrindo que em determinados comportamentos existem o lado certo e o errado dos comportamentos ideais para a coletividade. Um ajuda, o outro não. Lados da mesma moeda, que a sociedade se viciou em olhar de um lado só. Isso é maravilhoso, não é? Agora nos resta tentar aprender com a tecnologia (neste caso, social) que surge a cada dia e aos poucos, com seu uso, nos tornarmos seres sociais melhores. É um super desafio! Eu, particularmente, penso que devemos nos felicitar das conquistas, mas sem nos considerarmos melhores que qualquer outra pessoa, seja pelo motivo que for. Cada ser tem o seu objetivo, seu propósito e acredito que nada acontece por coincidência. E, sendo assim, diferentes por natureza. Aí te pergunto: como podem existir pessoas melhores e piores? Existem caminhos, escolhas e perspectivas diferentes. Afinal, o que é bom pra você, pode não ser tão bom para o outro. Nos países onde a população vive melhor, o governo utiliza a soberba autêntica, o nosso utiliza a obrística, infelizmente e você? Já pensou nisso?

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

A SOLUÇÃO DO CAOS BRASILEIRO


Escrevi um monte de coisas sobre a situação caótica brasileira e depois apaguei. Apaguei porque a Teoria do Caos estuda eventos imprevisíveis e isso não tem nada a ver com a situação brasileira. Nossa situação é completamente rastreável e previsível: somos resultado da ingerência da corrupção secular, da ignorância, da manipulação das massas pela mídia, do culto ao fútil, da fome, do frio, do abandono, da violência doméstica, da necessidade, do descaso. Percebi que eu falava sobre a consciência entre a conjuntura violenta e a percepção e reação daquele que sofre e daquele que infringe.  Mas, não dá pra separar em duas esferas e sinceramente, acredito que estamos colhendo o que plantamos. Acho que os oprimidos resistiram muito. Mas, também sinto muito por eles terem se rebelado da forma mais instintiva possível: através da violência, da busca cega pela auto satisfação. Isso deixa um recado muito claro e explícito para toda e qualquer pessoa da classe média brasileira, aquela que consegue adquirir o que precisa, mas não consegue se proteger dessa desordem: só nos resta ajudar através da divulgação da informação, da velha e boa informação! Precisamos passar aquilo que sabemos através da EDUCAÇÃO, para que todos possam perceber que esse CAOS é gerado pela situação de ingerência, corrupção e abandono social. VAMOS NOS UNIR NESSA BUSCA PARA QUE NOSSOS DIAS POSSAM SER MAIS BONITOS, MAIS UNIDOS E MENOS VIOLENTOS. Acredito que essa mudança só acontecerá em uma, talvez duas gerações, infelizmente. Mudar a perspectiva infantil não é fácil, mas é o caminho para um amanhã melhor. Sabemos que palavras são importantes, mas o exemplo fala mais forte e o que ele vê são irmãos, parentes, amigos fazendo tudo o que bem quer, na hora e da forma que quer sem se preocupar com nenhuma consequência. Por isso, sou A FAVOR DA ESCOLA DE PERÍODO INTEGRAL, com professores qualificados e uma disciplina rígida, mas com benefícios meritórios, reconhecendo e dando valor para aqueles antigos valores que a gente aprendia no berço! pra mim, essa é a solução. O que acha?

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

BEM/BOM x MAL/MAU

Estou naqueles momentos de observação da vida, de inquietude intelectual, precisando de “pílulas satisfação” que no meu caso, às vezes, são encontradas em pensamentos, reflexões. Explico melhor: procuro sempre identificar o que me deixa insatisfeita. A partir daí, procuro soluções razoáveis para que isso deixe de acontecer. Algumas vezes as soluções práticas de algumas insatisfações são encontradas outras não. Mas, na realidade percebi em situações similares anteriores, que o fato de parar e pensar sobre essas insatisfações acabam trazendo um tipo de satisfação que supre a falta de solução de alguns casos. Engraçado isso! Por exemplo: quem me conhece um pouco, provavelmente sabe que a situação social do país e do mundo me deixa muito triste, SEMPRE. Infelizmente, por mais que eu pense sobre isso, nunca vou conseguir resolver o “problema”. Apesar disso, invisto meu raciocínio algumas horas neste assunto, sempre. Fato é que pensando nele, tenho outras ideias que circulam o assunto e de uma forma ou de outra acabam trazendo uma satisfação que, apesar de não substituir aquela que seria monumental (a solução dos problemas sociais), ameniza a agonia que sinto no peito. Hoje, pensando sobre as mazelas do mundo, caiu a seguinte ficha: PORQUE AS PESSOAS PRIVILEGIAM TANTO AS INFORMAÇÕES DESAGRADÁVEIS? Qual a sensação que as pessoas sentem em ver desgraças, vergonhas, castigos, violência e tantas outras coisas que não mereciam nem que fossem nomeadas? Analisei rapidamente alguns sites e percebi que são recheados dessas informações, reforçadas por chamadas sensacionalistas. Pra isso existe um bom redator? Porque não evidenciar as boas notícias? Porque estas notícias são banalizadas e desvalorizadas? Porque para a maioria das pessoas o bom/bem é chato e sem graça e o mau/mal é atraente, sedutor e grande parte das vezes irresistível? Até onde vai a cultura do indevido? Será que inconscientemente as famílias não estão cultivando os exemplos errados? Sabem o que eu acho é? Acho que é assim porque mais fácil. Pra onde foi a vontade de vencer através da educação, de um trabalho digno e produtivo? O que aconteceu com as famílias? Estão desmanteladas e sem tutoria devida. Elas foram desmembradas pela necessidade aviltante do dinheiro e sucumbidas pela imoralidade paterna, na grande maioria dos casos. O censo prova o abandono paterno dos lares. Os filhos foram criados nas ruas. Rua não tem compaixão, moral ou orientação esmerada. Rua tem a crueldade infante que agride pelo prazer da subjugação: manda o mais forte. E o mais forte está armado, drogado e com dinheiro no bolso. Somos reféns da nossa incompetência estrutural: a partir do momento em que as famílias se viram obrigadas a abrir mão da educação materna, que saiu às ruas para trazer mais dinheiro pra casa, devia ter encontrado uma forma de orientação para nossas futuras gerações, com mais propriedade. Não fizemos. Agora, temos muitos jovens animalizados, embrutecidos, escarnecedores, vis, egocêntricos, violentos que sequer se imaginam caminhando sobre o trilho da vida “correta”. Tudo é tão diferente e difícil que parece pertencer a um mundo distante. É muito mais fácil ganhar alguns mil reais vendendo drogas do que ter que estudar 16 anos pra conseguir chegar nesse salário. É muito mais fácil roubar do que ter que trabalhar o mês inteiro pra comprar algo. É muito mais fácil estuprar do que conquistar o parceiro. É muito mais fácil ser político pra fazer fortuna roubando da sociedade do que trabalhando. É muito menos trabalhoso fingir que faz do que fazer. Resumindo: é muito mais fácil ser mau e fazer o mal. Ser bom requer resistência, moral, caráter, força de vontade... Fazer o bem requer desapego material, espiritualidade, felicidade, tolerância, caridade, humildade, integridade, equilíbrio emocional entre outras coisas. Esses valores a gente aprende EM CASA! Somos como bonequinhos de massa que são moldados antes que a massa seque. Precisamos aprender essas coisas DIFÍCEIS desde pequenos e ainda assim, corremos o risco de ir para o lado escuro da força. É claro que existem outros tipos de casos que envolvem psicologia, psiquiatria, religião e outras vertentes as quais eu não vou entrar, é claro. Então, observando tudo isso, minha resposta é: SÓ DE SACANAGEM, VOU CONTINUAR FALANDO SOBRE COISAS QUE CONSIDERO IMPORTANTES como se eu estivesse conversando com minha família, amigos e alunos. “Praqueles”, certamente será CHATO. Para outros, tenho a certeza de que podem ser assuntos que vão render novas, boas e grandes ideias! PRETENDO SEMPRE PRIVILEGIAR A BONDADE, O ATO DIGNO E O LADO CLARO DA FORÇA. Acredito que a gente atrai aquilo que pensa, então, eu escolhi meu caminho. Eu estudo, trabalho dignamente, trato as pessoas com cordialidade e educação. Acho que o bom humor me ajuda a viver melhor e interfere na vida de todos que convivem comigo, acredito que a boa energia aproxima pessoas e afasta outras que não seriam bem vindas. Ralo muito e nada é fácil. Mas, eu escolhi esse caminho pra mim. E você, escolheu o seu?

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

DIVERSIDADE E LIVRE ARBÍTRIO.


Ando me perguntando muito se o pouquíssimo que eu faço por outras pessoas é suficiente para justificar minha vida. Explico melhor: reclamo com freqüência sobre a desumanidade e o desafeto que estamos vivendo atualmente, mas será qual a minha participação nisso tudo? Será que eu tenho o direito de me excluir disso? Acabo achando que não. Estou vendo nossa sociedade com um grupo de pessoas lobotomizadas, que vivem dentro de um processo cego, onde poucos enxergam e o resto todo acha que já sabe de tudo! Incluo-me, certamente, no segundo grupo, pois a cada dia que aprendo alguma coisa, vejo o quanto me foi descortinado. Aprendi que o centro do sofrimento é o egoísmo, brutalizado pela arrogância que nos impede de buscar e praticar, não aquilo que é bom pra todo e qualquer ser, mas aquilo que trará a satisfação imediata da nossa individualidade. Isso pode começar pelas pequenas coisas. A nossa cegueira está em não conseguir perceber que isso escorre diante das nossas vistas e apodrece nosso ser. Aqueles que julgamos, são as chaves para nossa vida melhorada e harmoniosa. Porque o erro do próximo te agride tanto? E você, no segredo dos seus pensamentos e das suas intimidades, nunca cometeu o mesmo erro? E, o que realmente você faz para contribuir para uma vida melhor? Você estuda e se esforça para conseguir um emprego e um salário legal... É justo! E, além das conquistas pessoais, o que mais? Uma palavrinha impregnou meus ouvidos ultimamente: indulgência, que significa perdoar os erros dos outros, ser tolerante. Não significa ser tolo, imprudente ou passivo diante de quem você sabe que lhe causará desagrados. Significa compreender que cada um de nós é único e ocupa um espaço diferente de qualquer outra pessoa. Incluindo seus pensamentos e atitudes. Não nos cabe julgar os erros de ninguém, nem muito menos nos vangloriar dos nossos escassos acertos. A partir do momento em que aprendermos a agir assim, estaremos mudando efetivamente o rumo da história das relações humanas. Preconceitos, hierarquias, dogmas, certezas absolutas e defesas que superem o amor indulgente ao próximo não pode, penso eu, nos levar a um caminho melhor e mais harmonioso. O respeito às diferenças e a aceitação da diversidade é a mais perfeita tradução da compreensão do livre arbítrio. Você pensa diferente?

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

AI QUE CANSAÇO...

Às vezes não te bate um cansaço da vida, simplesmente. Você se pergunta: pra que essa correria? Porque tenho que passar por dificuldades? Pra que essa vida? Ou, se por acaso você não tenha correria, nem dificuldade, simplesmente pensa: qual o sentido disso tudo? Eu me pergunto às vezes. As coisas perdem o sentido pra mim em alguns momentos. Será que são os mesmos momentos que podem nos levar à loucura? Loucura no sentido de se desconectar do pensamento da massa, do que pensamos ser correto ou do que é desejado. Não sei. Definitivamente, me permito me perder, para me achar depois. Normalmente me acho em pensamentos não menos subjetivos. Encontro-me no momento em que paro de olhar para o meu umbigo e passo a olhar ao meu redor. Quando uma simples árvore ou uma nuvem trazem de dentro de mim um sentimento de pequenez que, me lembra que eu fui criada por algo muito superior a mim, tornando-me incapaz de responder minhas questões. Quando observo as pessoas passando e vejo que eu sou uma pequena parte de uma engrenagem que vai continuar funcionando, com ou sem a minha presença. Quando, sem perceber, me vejo parada apreciando um passarinho que canta interminavelmente, próximo à minha janela. Quando, sentada na mesa de trabalho, paro um instante e vejo um céu maravilhoso, com rajadas róseas que se qualquer pintor tentasse copiar, seria chamado de infantil. Esses momentos me trazem de volta e me mostram que, um criador capaz de gerar tantas maravilhas, com tantas motivações e com tamanha perfeição SABE O QUE ESTÁ FAZENDO. Então, me desprendo dos meus desejos, da minha limitada compreensão e me deixo levar pela FÉ de que nada é em vão ou por acaso, que todos nós temos um papel dentro deste conjunto e que precisamos cumprir, por menos que ele seja compreendido por nós. Assim é que devolvemos ao criador a gentileza pela concessão da vida, nos oferecendo ao seu desígnio, sem pestanejar, sem esmorecer, sem fraquejar... Fácil? Claaaaaro que não! Mas, é ai que precisamos insistir, para provar o valor da persistência na bondade e no caminho certo. Pra que? Só Deus sabe! Você pode duvidar, questionar e procurar suas respostas. Eu procurei e já encontrei a minha resposta e você? Pense nisso...

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

RESPEITO = MUNDO MELHOR


Ontem, dei a primeira aula de introdução à economia que foi muito interessante. Dentre todos os assuntos que foram discutidos, o que quero puxar para cá é a questão sobre a intolerância que temos sobre costumes diferentes daqueles que usamos nas nossas vidas. Nós brasileiros, somos moradores de uma sociedade que não tem padrões fixos de moralidade, religiosidade e alguns outros aspectos que geram fatores positivos e negativos, tanto para a sociedade quanto para os cidadãos. Meu foco aqui não será discutir esses fatores. Quero trazer à tona a questão do respeito e da tolerância que temos sobre situações que nos tiram da nossa posição de conforto. Sim, temos a tendência natural de achar que o que conhecemos e como pensamos é o certo. Precisamos nos lembrar sempre de algumas coisas: NÃO SABEMOS DE TUDO, NEM ANALISAMOS AS COISAS POR TODAS AS PERSPECTIVAS POSSÍVEIS, EXISTEM PRIORIDADES DIFERENTES NAS VIDAS DAQUELES QUE NOS CERCAM e EXISTEM DISTÚRBIOS SOCIAIS E INDIVIDUAIS QUE PRECISAMOS COMPREENDER PARA RESPEITAR. Comecemos pelo primeiro: acredito que todos os seres humanos sabem que ninguém sabe sobre tudo. Por mais que tentemos ser justos e olhar um fato por muitas perspectivas, sempre esquecemos alguma, que deixa nossa análise falha. Não somos onipresentes e os mistérios do universo não foram todos descobertos, concorda? Sendo assim, existem possibilidades que nem sabemos que elas existem. Neste caso, podemos potencialmente julgar um fato de forma errada. Esta condição sugere que antes de julgarmos um fato qualquer devemos ter a humildade de perceber que algo pode estar acontecendo fora da nossa percepção. O segundo lembrete: costumamos dar valor a coisas, pessoas, hábitos e costumes nas nossas vidas. É importante considerar que ninguém impõe estes valores a ninguém, nem o governo, nem a sociedade. Podemos escolher nossas prioridades da forma que bem entendermos. Lembrando disso, resta apenas um ponto: as demais pessoas que vivem ao seu redor têm a mesma chance de escolher o que lhe melhor aprouver. Isso significa dizer que esta pessoa tem uma grande chance de escolher algo bem diferente daquilo que você escolheu. Pergunta: isto é errado? Porque podemos escolher o que queremos e os demais não? Isto sugere que antes de julgarmos um fato qualquer devemos compreender o contexto no qual ele está inserido, pois potencialmente será diferente do contexto em que você vive. E, por fim, é importante considerarmos que existem distúrbios que tornam a visão sobre esse dois tópicos anteriores muito peculiar, no sentido de restringir o universo daqueles que analisam. Tudo é voltado para a individualidade e consequentemente agridem (na maioria das vezes não intencionalmente) aqueles que vivem ao seu redor. Por exemplo: É fácil para nós, julgarmos alguém que tem um hábito de colecionar coisas ao ponto de deixar sua casa virar uma grande bagunça, entulhada, suja, fedida e tão cheia que torna quase impossível a tentativa de transitar pela casa. Contudo, é preciso compreender que existem transtornos psicológicos que impedem estas pessoas de perceber que este comportamento não é correto e nem saudável. neste exemplo sitado, são transtornos compulsivos obsessivos que merecem consideração e respeito. Essas pessoas precisam de ajuda e não de julgamentos. Isto sugere que nem sempre compreendemos o que se passa na vida das pessoas que julgamos assim ou assado. Podem ocorrer problemas muito mais graves do que o que simplificamos dentro da nossa ignorância. É claro que todos esses fatos são possibilidades, sendo assim, podem não ser o ocorrido efetivamente. Mas, para que arriscar um julgamento errado se você simplesmente pode humildemente se abster, principalmente se não conhecer a situação profundamente, o que acontece frenquentemente, não é?! O respeito pelo próximo passa basicamente por estes elementos. Se todos nós nos comportássemos assim, teríamos uma sociedade mais amigável, mais unida e mais justa. Pense nisso!

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

GENTILEZA GERA GENTILEZA

Fico feliz toda vez que vejo essa frase acontecer! Acabo de ter uma conversa ótima com a minha vizinha, que fala alto, tem uma filha bastante agitada e que faz bastante barulho. Eu tinha feito uma reclamação escrita porque ela lavava as Janelas dela e caía água dentro da minha casa. Conversamos muito civilizadamente e chegamos à conclusão de que o melhor que temos a fazer é nos considerar uma “família”, já que vivemos no mesmo espaço, e como qualquer uma delas, respeitar o jeito de cada morador. Eu trabalho até tarde, por isso, acordar com gritos na portaria é complicado. Eles dormem cedo, por isso, agüentar a Mila tocando até tarde é igualmente complicado. Então, chegamos ao consenso de que um simples toque, um bate papo, um aviso nos indicaria uma necessidade de um pouco mais de silêncio, tanto da nossa parte, quanto da deles e, combinamos não chamar mais ninguém pela janela ou embaixo do prédio, nem dentro da portaria. Tudo muito tranqüilo e muito amigável! Entendo que isso é fruto de educação e cultura. Que as pessoas ficam mais polidas quando se preocupam em compreender outras coisas que extrapolam o seu cotidiano ou o seu universo de conforto. É importante propagarmos essa idéia, pois nossa política é resultado de uma ausência dessa gentileza que deve começar na porta de casa. Atualmente é muito comum encontrarmos alunos que xingam e cospem em professores, filhos que agridem os pais e espancam irmãos, vizinhos que por um problema como o que contei, puxam armas e cometem assassinatos. Precisamos deixar de colocar a culpa da MISÉRIA, no sentido mais amplo que ela possa significar, nos políticos que roubam o nosso país e que não têm (a maioria deles) competência de compreender e executar o trabalho público que é o dever deles. É preciso compreender que, se a maioria da população é mal educada, sem cultura e sem nenhuma habilidade técnica específica, é de se esperar que o representante desse povo assim também o seja: mal educado, sem cultura e sem capacitação técnica, é claro. Estamos com o raciocínio trocado: somos egoístas com o que deveríamos ser solidários e somos solidários com o que deveríamos ser egoístas. Eu explico: na primeira parte eu me refiro à despreocupação do povo em escolher e decidir coisas que impactaram na coletividade. Políticas, decisões de condomínio, eleições de qualquer espécie, acordos de mensalidades escolares, formulação e cumprimento de leis e por ai vai. Não temos o raciocínio de que nesses assuntos devemos pensar em TODOS. Só o que for bom para todos será bom para os indivíduos que fazem parte do coletivo. Como estamos trocados, sofremos a péssima política que temos (senadores e deputados que ganham exorbitantemente e o resto do país passando fome, nossos condomínios que tem regras de convício tendenciosas: alguns podem fazer muito e outros pouco, escolas que fingem que ensinam, porque o aluno não quer sofrer estudando e por ai vai. Nesses assuntos não podemos ser egoístas e desejar que aconteça o que é bom individualmente. Precisamos desejar boas leis, boas políticas e boas escolas. Aqueles que não se adequarem a elas, que sejam readequados de alguma forma e, consequentemente teríamos bons políticos, uma justiça eficiente e bons profissionais. E, na segunda parte, pensar que a nossa educação está um lixo porque nos solidarizamos com as instituições medíocres que se preocupam apenas em receber as mensalidades e não em dar condições para que a educação realmente aconteça, esta era a hora de sermos egoístas e querer que a educação que está sendo paga seja de qualidade! Solidarizamos-nos com as permissividades da nossa justiça, que prende e solta os bandidos que têm dinheiro, do sistema eleitoral, que deixa que marginais se candidatem, do orçamento nacional que é aplicado não necessariamente no que foi definido. E de tantas outras coisas que poderiam e deveriam ser melhores, mas graças à nossa CEGUEIRA não são. Deveríamos ser egoístas quando nos portamos passivamente diante das ilegalidades comerciais e trabalhistas que tanto nos desfavorecem e diminuem o salário que já é tão pequeno. Somos passivos, omissos e indiferentes. Reclamamos do salário dos deputados e dos senadores mas não fazemos absolutamente nada pra mudar isso! A culpa é do governo? Também. É também porque ele não te obriga a não estudar, nem a não se esforçar para obter as informações necessárias para compreender a máquina que gerencia grande parte da vida de todos nós, o governo. Então, volto a dizer, gentileza gera gentileza, que gera educação, que geral politização, que gera igualdade social, que gera uma política eficiente, que gera uma vida melhor e mais justa. GRANDE DESAFIO, e ai, vai encarar?