terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

GENTILEZA GERA GENTILEZA

Fico feliz toda vez que vejo essa frase acontecer! Acabo de ter uma conversa ótima com a minha vizinha, que fala alto, tem uma filha bastante agitada e que faz bastante barulho. Eu tinha feito uma reclamação escrita porque ela lavava as Janelas dela e caía água dentro da minha casa. Conversamos muito civilizadamente e chegamos à conclusão de que o melhor que temos a fazer é nos considerar uma “família”, já que vivemos no mesmo espaço, e como qualquer uma delas, respeitar o jeito de cada morador. Eu trabalho até tarde, por isso, acordar com gritos na portaria é complicado. Eles dormem cedo, por isso, agüentar a Mila tocando até tarde é igualmente complicado. Então, chegamos ao consenso de que um simples toque, um bate papo, um aviso nos indicaria uma necessidade de um pouco mais de silêncio, tanto da nossa parte, quanto da deles e, combinamos não chamar mais ninguém pela janela ou embaixo do prédio, nem dentro da portaria. Tudo muito tranqüilo e muito amigável! Entendo que isso é fruto de educação e cultura. Que as pessoas ficam mais polidas quando se preocupam em compreender outras coisas que extrapolam o seu cotidiano ou o seu universo de conforto. É importante propagarmos essa idéia, pois nossa política é resultado de uma ausência dessa gentileza que deve começar na porta de casa. Atualmente é muito comum encontrarmos alunos que xingam e cospem em professores, filhos que agridem os pais e espancam irmãos, vizinhos que por um problema como o que contei, puxam armas e cometem assassinatos. Precisamos deixar de colocar a culpa da MISÉRIA, no sentido mais amplo que ela possa significar, nos políticos que roubam o nosso país e que não têm (a maioria deles) competência de compreender e executar o trabalho público que é o dever deles. É preciso compreender que, se a maioria da população é mal educada, sem cultura e sem nenhuma habilidade técnica específica, é de se esperar que o representante desse povo assim também o seja: mal educado, sem cultura e sem capacitação técnica, é claro. Estamos com o raciocínio trocado: somos egoístas com o que deveríamos ser solidários e somos solidários com o que deveríamos ser egoístas. Eu explico: na primeira parte eu me refiro à despreocupação do povo em escolher e decidir coisas que impactaram na coletividade. Políticas, decisões de condomínio, eleições de qualquer espécie, acordos de mensalidades escolares, formulação e cumprimento de leis e por ai vai. Não temos o raciocínio de que nesses assuntos devemos pensar em TODOS. Só o que for bom para todos será bom para os indivíduos que fazem parte do coletivo. Como estamos trocados, sofremos a péssima política que temos (senadores e deputados que ganham exorbitantemente e o resto do país passando fome, nossos condomínios que tem regras de convício tendenciosas: alguns podem fazer muito e outros pouco, escolas que fingem que ensinam, porque o aluno não quer sofrer estudando e por ai vai. Nesses assuntos não podemos ser egoístas e desejar que aconteça o que é bom individualmente. Precisamos desejar boas leis, boas políticas e boas escolas. Aqueles que não se adequarem a elas, que sejam readequados de alguma forma e, consequentemente teríamos bons políticos, uma justiça eficiente e bons profissionais. E, na segunda parte, pensar que a nossa educação está um lixo porque nos solidarizamos com as instituições medíocres que se preocupam apenas em receber as mensalidades e não em dar condições para que a educação realmente aconteça, esta era a hora de sermos egoístas e querer que a educação que está sendo paga seja de qualidade! Solidarizamos-nos com as permissividades da nossa justiça, que prende e solta os bandidos que têm dinheiro, do sistema eleitoral, que deixa que marginais se candidatem, do orçamento nacional que é aplicado não necessariamente no que foi definido. E de tantas outras coisas que poderiam e deveriam ser melhores, mas graças à nossa CEGUEIRA não são. Deveríamos ser egoístas quando nos portamos passivamente diante das ilegalidades comerciais e trabalhistas que tanto nos desfavorecem e diminuem o salário que já é tão pequeno. Somos passivos, omissos e indiferentes. Reclamamos do salário dos deputados e dos senadores mas não fazemos absolutamente nada pra mudar isso! A culpa é do governo? Também. É também porque ele não te obriga a não estudar, nem a não se esforçar para obter as informações necessárias para compreender a máquina que gerencia grande parte da vida de todos nós, o governo. Então, volto a dizer, gentileza gera gentileza, que gera educação, que geral politização, que gera igualdade social, que gera uma política eficiente, que gera uma vida melhor e mais justa. GRANDE DESAFIO, e ai, vai encarar?

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