
Estava pensando sobre a situação em que vivemos hoje em dia: violência, acidentes de todo gênero, pobreza, fome e tantas outras calamidades sociais e, claro, como todo mundo, penso em qual seria a saída para isso. Tenho certeza que neste propósito existem pessoas muito mais conscientes, habilitadas e competentes que eu e por isso me pergunto, porque não propõem mudanças? E se propõem, porque elas não acontecem e não chegam sequer ao conhecimento da população? É claro que estas questões podem gerar milhares de respostas, que serão o reflexo do conhecimento individual de quem responde. Então, como encontrar o princípio? Penso eu (expressando todo meu atrevimento publicado continuamente no blog) que ele pode partir de uma máxima que diz que todos nós nascemos sabendo de muita coisa, pois carregamos estas respostas dentre de nós, o que alguns chamam de “centelha divina” e outros preferem chamar “genética”. Então, se nascemos sabendo, porque não modificamos as coisas desagradáveis e tristes? Porque sabemos, mas realmente desejamos a mudança ou fazemos algo para que ela seja possível? Nem todos estão preparados para ouvir... a grande maioria quer falar, mesmo que esse ato não acrescente muita coisa para a sociedade ou para ele próprio. Para executarmos alguma mudança, precisamos estar prontos para ouvir antes de qualquer coisa, assim, conseguiríamos trabalhar em grupo e alcançar o consenso sobre o que realmente importa para a mudança necessária. Antes de falar, se torna necessário o exame das ações praticadas, percebendo o que se faz para definir a profundidade dessas atitudes. Reclamamos da violência, mas no dia a dia não é raro falarmos palavras agressivas no trânsito ou discutirmos grosseiramente e com freqüência com pessoas que convivemos. Precisamos aceitar que a palavra modifica a matéria (já existem pesquisas científicas que comprovam isso!) e, além disso, colocar essa sapiência em prática, ou seja, deixar sair de nossas bocas apenas palavras que não ofendam e além disso, silenciar quando sentir o ímpeto da discussão, para manter a energia equilibrada, evitando brigas. Ainda se controlássemos o instinto maldoso de fazer comentários sobre fulano ou sicrano, também contribuiríamos para a instalação de uma nova realidade. Então a mensagem é: evite falar do que não sabe e se não sabe, silencie. Além disso, as opiniões devem ser bem pensadas, pois podem piorar uma situação, pessoas podem sofrer intimamente dramas que você desconhece... Ok, sei que nada disso é fácil, mas a única pessoa que pode tentar mudar isso pra você, é você mesmo! Cada um de nós tem as habilidades que conseguiu angariar ao longo de muito trabalho, afinal ninguém ganha este tipo de coisa, ou ganha? Pedimos respeito e consideração do próximo, mas o que oferecemos? Será que respeitamos as impotências ou limites dos outros? Será que cooperamos, somos calmos e equilibrados? Ou seja, na realidade queremos do outro aquilo que não oferecemos na grande maioria dos casos. Quanto mais rápido compreendermos essas questões, mais estaremos preparados para instalar uma nova realidade social, que necessita de trabalho amoroso e fraterno, onde cada um se esquece de si para ajudar ao próximo. Você pode me dizer que eu estou sonhando... te digo que para a elevação social que queremos e sonhamos precisamos estar preparados e estamos? Cada um responde por si e só pode ajudar controlando a todo instante o que diz, como age e como reage sobre as situações da sua vida. Controlar o pensamento não é possível, mas aceitar o que se pensa só depende de quem pensa. Então, se queremos mudar a realidade em que vivemos, assim como a das pessoas que amamos, devemos vigiar nosso pensamento, nossa palavra, nossa ação e nossa reação, contribuindo efetivamente para a mudança com menos reclamação e mais ação. Você já pensou nisso?